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Vol. 96. Núm. 5.
Páginas 630-637 (Setembro - Outubro 2020)
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Vol. 96. Núm. 5.
Páginas 630-637 (Setembro - Outubro 2020)
Artigo Original
DOI: 10.1016/j.jpedp.2019.05.027
Open Access
Association between the FTO gene polymorphism and obesity in Brazilian adolescents from the Northeast region
Relação do polimorfismo do gene FTO com a obesidade em adolescentes do nordeste brasileiro
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Liliane dos Santos Rodriguesa,
Autor para correspondência
lilik.beq@hotmail.com

Autor para correspondência.
, Alcione Miranda dos Santosb, Mayara Ingrid Sousa Limaa, Vanda Maria Ferreira Simõesb, Silma Regina Pereiraa
a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Departamento de Biologia, São Luís, MA, Brasil
b Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Departamento de Saúde Pública, São Luís, MA, Brasil
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Estatísticas
Tabelas (4)
Tabela 1. Características socioeconômicas, demográficas e de estilo de vida dos participantes da Coorte RPS de São Luís, Maranhão, Brasil, 2019
Tabela 2. Frequências genotípicas e alélicas do polimorfismo rs9939609 do gene FTO na Coorte RPS de São Luís, Maranhão, Brasil, 2019
Tabela 3. Comparação entre as médias das medidas antropométricas e o genótipo na amostral total de adolescentes da Coorte RPS de São Luís, Maranhão, Brasil, 2019 (n = 756)
Tabela 4. Prevalência de obesidade, frequências alélicas e genômicas de diferentes estudos
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Abstract
Objective

To investigate the association between the FTO gene polymorphism with obesity in Brazilian adolescents from the Northeast region.

Method

This was a case‐control study with adolescents aged 18 to 19 years. The case group consisted of 378 obese individuals and the control group of 378 non‐obese individuals. Obesity was measured by percentage of body fat using the air displacement plethysmography technique. The study variables included data on socioeconomics, demographics, lifestyle, physical activity, waist circumference, waist‐to‐height ratio, and body mass index. To identify the rs9939609 polymorphism of the FTO gene, blood samples were obtained for genomic DNA extraction by the real‐time PCR (Polymerase Chain Reaction) technique. Categorical variables were compared between the groups by the chi‐squared test. The normality of the anthropometric measurements body mass index, waist circumference, waist‐to‐height ratio, and percentage of body fat was evaluated by the Shapiro‐Wilk test. Comparison of the anthropometric measurements, stratified by the polymorphism genotypes, was performed by the Kruskall‐Wallis test. The Hardy‐Weinberg equilibrium was calculated. The significance level was set at 5%.

Results

The variables gender, age, and physical activity showed significant differences between the groups (p < 0.001). The samples of obese and non‐obese adolescents were in Hardy‐Weinberg equilibrium (p = 0.0515). There was no significant difference between the genotypic (p = 0.719) and allelic frequencies (p = 0.812) regarding the case and control groups. When comparing the anthropometric measurements according to the genotypes (AA, AT, and TT), no significant difference was observed for body mass index (p = 0.337), waist circumference (p = 0.3473), percentage of body fat (p = 0.7096), and waist‐to‐height ratio (p = 0.2584).

Conclusion

The excess adiposity of the study adolescents was not influenced by their genotype.

Keywords:
Cohort
Body fat
rs9939609 Polymorphism
Resumo
Objetivo

Investigar a relação do polimorfismo do gene FTO com obesidade em adolescentes no Nordeste brasileiro.

Método

Estudo caso‐controle realizado com adolescentes de 18 a 19 anos. O grupo caso foi formado por 378 indivíduos obesos e o controle por 378 não obesos. Obesidade foi medida pelo percentual de gordura corporal pela técnica de pletismografia por deslocamento de ar. Variáveis em estudo englobam dados socioeconômicos, demográficos, hábitos de vida, atividade física, circunferência da cintura, razão cintura‐estatura e índice de massa corporal. Para identificação do polimorfismo rs9939609 do gene FTO foram obtidas amostras de sangue para extração do DNA genômico pela técnica de PCR em tempo real. Variáveis categóricas foram comparadas entre os grupos pelo teste qui‐quadrado. Normalidade das medidas antropométricas índice de massa corporal, circunferência da cintura, razão cintura‐estatura e percentual de gordura corporal foram avaliados pelo teste Shapiro‐Wilk. Comparação das medidas antropométricas, estratificadas pelos genótipos do polimorfismo, foi realizada pelo teste Kruskall‐Wallis. Calculou‐se o equilíbrio de Hardy‐Weinberg. Nível de significância adotado de 5%.

Resultados

As variáveis sexo, idade e atividade física apresentaram diferenças significativas entre os grupos (p < 0,001). As amostras dos adolescentes obesos e não obesos estavam em equilíbrio de Hardy‐Weinberg (p = 0,0515). Não houve diferença significante entre as frequências genotípicas (p = 0,719) e alélicas (p = 0,812) em relação aos grupos caso e controle. Quando comparadas as medidas antropométricas segundo os genótipos (AA, AT e TT), não foi observada diferença significante do índice de massa corporal (p = 0,3337), circunferência da cintura (p = 0,3473), percentual de gordura corporal (p = 0,7096) e razão cintura‐estatura (p = 0,2584).

Conclusão

O excesso de adiposidade dos adolescentes em estudo não foi influenciado pelo genótipo.

Palavras‐chave:
Coorte
Gordura corporal
Polimorfismo rs9939609
Texto Completo
Introdução

A obesidade, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, apresenta complicações que podem ser observadas com maior frequência em pessoas cada vez mais jovens. Alguns fatores estão relacionados a esse quadro, entre eles fatores ambientais, estilo de vida do indivíduo, alimentação diferenciada e contaminantes ambientais que podem agir como desreguladores endócrinos.1

As condições sociais dos adolescentes são definidas de acordo com o ambiente ao qual eles estão inseridos.2 Nesse sentido, a alimentação nessa fase é altamente calórica, com ingestão de produtos ultraprocessados, além de hábitos de vida inadequados marcados pelo sedentarismo e uso excessivo de aparelhos eletrônicos, são aspectos que contribuem para o desenvolvimento da obesidade.3 Além disso, a constituição genética do indivíduo também pode contribuir para o aparecimento da obesidade, principalmente quando associada a um estilo de vida inadequado.4

A obesidade contribui para o aparecimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).2 Segundo Afman e Müller,5 as DCNTs, como diabetes melito tipo 2 (DM2), síndrome metabólica (SM) e doenças cardiovasculares (DCV), resultam dessas associações, ambientais e genéticas, interferem na vida das pessoas quando essas são obesas ou com sobrepeso.

Aproximadamente 70% das crianças e adolescentes obesos tendem a se tornar adultos obesos também.6 O excesso de peso está associado com o aumento gradual do risco de morbidade e mortalidade na idade adulta, uma vez que a obesidade é um dos fatores de risco para as doenças e agravos não transmissíveis, principais causas de óbitos em adultos.

Isso pode acarretar maior riso de morte prematura e incapacidade na vida adulta, uma vez que no Brasil, entre os adolescentes (10 a 19 anos), pelo menos um quinto estava com excesso de peso e 4,9% estavam obesos, com maiores índices na população masculina e no grupo de 10 a 11 anos.7

Do ponto de vista genético são descritos na literatura diferentes polimorfismos que estariam associados à obesidade.8 Entre esses, o gene FTOFat Mass and Obesity Associated (Massa Gorda e Obesidade Associadas) apresenta polimorfismos de base única (SNPs) relacionados ao processo de alteração metabólica e, por isso, a presença deles tem uma relação direta com o estado de obesidade, sobrepeso e outras patologias.9

O polimorfismo do gene FTO mais investigado e associado com a obesidade é o rs9939609, caracterizado pela substituição de T por A no intron 1. Estudos indicam que os indivíduos que são homozigotos para o alelo de risco (alelo A) têm aproximadamente 3kg ou mais e um risco 1,7 vez maior de serem obesos quando comparados aos homozigotos para o alelo T.10 Hunt et al.11 demonstram que esse SNP está associado ao aumento de risco de indivíduos adultos desenvolverem obesidade e outras DNCTs.

No Brasil, Silva et al.12 fizeram um estudo com crianças e adolescentes do Rio Grande do Sul, com uma amostra de 348 crianças acompanhadas do nascimento aos oito anos e outra composta por 615 crianças e adolescentes de quatro a 18 anos. Os autores observaram que os indivíduos com genótipo A/A têm maior escore‐Z de índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal e dobras cutâneas. Por outro lado, Souza et al.13 fizeram estudo com adultos e crianças, também no Brasil, e observaram a ausência de associação entre o gene FTO e medidas antropométricas usadas nas comparações.

Fica evidente que, em sua maioria, os estudos que relacionam os polimorfismos no gene FTO e obesidade foram feitos com populações adultas e em países europeus e ou asiáticos ou em regiões brasileiras predominantemente de descendência europeia, onde as populações são geneticamente mais homogêneas, quando comparadas àquelas dos países latino‐americanos, tipicamente miscigenadas.14 E, por isso, muitas vezes os resultados não necessariamente são os mesmos nos diferentes grupos étnicos ou agrupamentos organizados por faixa etária.

Dessa forma, o objetivo deste estudo é investigar a relação de um polimorfismo no gene FTO com obesidade em adolescentes do município de São Luís, Maranhão, Brasil.

MetodologiaTipo de estudo

Estudo caso‐controle com os adolescentes (18 a 19 anos) da Coorte RPS de São Luís, Maranhão. A Coorte RPS engloba as cidades de Ribeirão Preto – SP, Pelotas – RS e São Luís – MA, tem como objetivo principal avaliar a saúde de indivíduos nascidos em 1997 e acompanhar a saúde deles até a chegada da vida adulta. Para isso, são coletados dados periodicamente sobre amamentação, estimulação em casa, transtornos mentais, violência, nutrição, composição corporal, sono, atividade física, fatores genéticos, entre outros.

População e amostra em estudo

A população em estudo consistiu em 2.515 adolescentes. Foram excluídos adolescentes sem informações das principais variáveis (percentual de gordura, peso, altura, sexo e idade). Assim, a população foi composta por 2.382 adolescentes.

O tamanho amostral foi calculado considerando nível de confiança de 95%, poder de 80%, odds ratio (OR) mínima estimada a priori de 2,0, frequência de 16%10 para SNP rs9939609 do gene FTO em indivíduos homozigotos para o alelo de risco (A) e relação de um caso para um controle. Assim, foram necessários 682 adolescentes, 341 casos e 341 controles.

Definiram‐se como obesos (casos) os adolescentes com percentual de gordura corporal (%GC) acima de 25% (meninos) e acima de 30% (meninas), total de 629. Como controles, meninas com %GC ≤ 25% e meninos com %GC ≤ 30% (n = 1.753). Em ambos os grupos, os adolescentes foram selecionados de forma aleatória considerando o tamanho mínimo amostral de cada grupo, foram elegíveis todos os adolescentes incluídos.

O estudo incluiu 782 adolescentes, entretanto não houve amplificação na amostra de 26 adolescentes, que foram excluídos. Assim, a amostra final foi composta por 756 adolescentes, 378 do grupo de não obesos (controle) e 378 do grupo obesos (caso).

Dados socioeconômicos e demográficos/hábitos de vida

As variáveis socioeconômicas e demográficas avaliadas foram: idade, sexo, renda familiar, escolaridade, etnia/cor, número de moradores no domicílio e Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), situação conjugal, pais separados ou divorciados, ocupação e tabagismo. Essas informações foram obtidas por entrevista estruturada, conforme questionários padronizados da Coorte RPS.

Mini International Neuropsychiatric Interview – Brazilian version 5.0.0 ‐ DSM IV ou apenas MINI, é uma entrevista voltada para o diagnóstico de transtornos mentais como o de personalidade antissocial e risco de suicídio. Contudo, usaram‐se apenas informações referentes ao etilismo.15 Ao serem perguntados sobre a frequência com que consomem bebidas que contenham álcool, considerou‐se como “não” os que responderam “nunca” e “sim” os que afirmaram consumir “uma ou mais de uma vez por semana”.

Avaliou‐se o nível de atividade física através do Inquérito de Atividade Física Recordatório de 24 horas, criado a partir do Self Administered Physical Activity Checklist (SAPAC),16 classificado em sedentário, baixo, moderado e alto.17

Avaliação antropométrica e nutricional

Medidas de peso (em kg) foram aferidas por meio da balança da marca Filizola® acoplada ao sistema da pletismografia por deslocamento de ar (PDA). Solicitou‐se aos participantes que se posicionassem descalços, em posição ereta no centro da balança, com o mínimo de roupa possível, cabeça orientada no plano horizontal de Frankfurt e sem adornos, para executar a aferição da estatura, em centímetros, com o auxílio do estadiômetro portátil da marca Altura Exata®. Com base nesses dados, foi calculado o IMC por meio da razão: peso corporal (kg)/altura (m2).

Usaram‐se as medidas de circunferência da cintura (CC), que consiste na medida (em cm) no ponto médio entre a crista ilíaca e a última costela. Cada participante foi medido duas vezes, o resultado final foi a média das duas medidas.

Avaliou‐se a proporção de gordura central pela estatura dos participantes através da razão cintura‐estatura (RCE), calculada pela divisão da a medida da circunferência da cintura (cm) pela altura (cm). Os pontos foram determinados segundo Ashwell e Hsieh,18 indicado para adolescentes de ambos os sexos, considerou‐se adequado para valores inferiores a 0,50.

O estado nutricional dos adolescentes foi avaliado pelo IMC, adotaram‐se como critério de classificação os valores para idade e sexo e os respectivos pontos de corte propostos pela World Health Organization19 para indivíduos de 10 a 19 anos e para os jovens acima de 19 seguiu‐se a classificação da World Health Organization.20

A avaliação da gordura corporal total foi feita pelo método PDA no aparelho Bod Pod® Gold Standard da marca Cosmed. Estimou‐se o %GC pela equação de Siri.21 Segundo a classificação de Williams et al.,22 considerou‐se com excesso os meninos que apresentaram percentual acima de 25% e as meninas acima de 30%.

Polimorfismo do gene FTO

Foram coletadas amostras de 5mL de sangue total da veia cubital e conservadas sob refrigeração. Para extração do DNA genômico, usou‐se o DNA Blood Mini Kit (Qiagen, CA, USA), através do extrator automático (QIAcube, CA, USA), conforme recomendações do fabricante. Em seguida, foram armazenadas em freezer a ‐20°C por período indeterminado a fim de evitar possível perda de material ou contaminações.

Para a quantificação do DNA extraído usou‐se um espectrofotômetro do tipo NanoDrop (Termo Scientific, USA), de acordo com as instruções do fabricante.

A análise do SNP rs9939609 do gene FTO foi feita através do ensaio rhAmp™ SNP Genotyping System (IDT Biotecnology) em um equipamento de PCR em tempo real 7500 Fast System (Applied Biosystems, CA, USA). Os reagentes foram adquiridos comercialmente e usados de acordo com as normas do fabricante.

Análise estatística

Foi feita no programa STATA14.0. A normalidade das medidas antropométricas (IMC, CC, RCE e %GC) foi avaliada pelo teste de Shapiro‐Wilk. As variáveis em estudo do grupo caso foram comparadas com as do grupo controle pelo teste qui‐quadrado.

Para os dados genéticos, foi calculado o equilíbrio de Hardy‐Weinberg.23 Para a comparação das médias das medidas antropométricas estratificadas pelos diferentes genótipos do polimorfismo rs9939609 do gene FTO foi usado o teste de Kruskall‐Wallis. Em todos os testes, o nível de significância adotado de 5%.

Considerações éticas

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (N° 1.302.489), de acordo com a Resolução CNS n°. 466/2012 e Norma Operacional n°. 001 de 2013 do CNS.

Resultados

A amostra total é composta por 461 meninas e 297 meninos, com média de 18,34 anos. O grupo caso foi caracterizado por 80,95% indivíduos do sexo feminino; 61,64% com 18 anos ou menos; 61,33% pardos; 95,77% solteiros; 71,43% estavam no ensino médio ou no superior; 85,45% afirmaram não trabalhar; 26,46% tinham renda familiar de um a dois salários mínimos; 52,91% tinham pais não separados e 65,87% foram classificados como pertencentes à classe social B. Em relação ao estilo de vida, observou‐se que 60,32% eram sedentários, 96,03% não fumavam e 58,47% não consumiam bebida alcoólica (tabela 1).

Tabela 1.

Características socioeconômicas, demográficas e de estilo de vida dos participantes da Coorte RPS de São Luís, Maranhão, Brasil, 2019

Variáveis  TotalNão obesosObesosp‐valor 
   
Sexo
Masculino  295  39,02  223  58,99  72  19,05  < 0,001 
Feminino  461  60,98  155  41,01  306  80,95   
Idade (anos)
18  500  66,14  267  70,63  233  61,64  0,009 
19  256  33,86  111  29,37  145  38,36   
Cor da pele
Branca  166  22,05  78  20,63  88  23,47  0,585 
Preta  121  16,07  64  16,93  57  15,20   
Parda  466  61,89  236  62,43  230  61,33   
Situação conjugal
Solteiro(a)  725  95,90  363  96,03  362  95,77  0,640 
Casado(a)  1,06  1,32  0,79   
União consensual  23  3,04  10  2,65  13  3,44   
Escolaridade
A/ FI‐i  0,13  0,00  0,26   
FI‐c/ FII‐i  0,13  0,26  0,00  0,120 
FII‐c/ M‐i  239  31,61  132  34,92  107  28,31   
M‐c/ S‐i  515  68,12  245  64,81  270  71,43   
Trabalho
Não  646  85,45  323  85,45  323  85,45  1,000 
Sim  110  14,55  55  14,55  55  14,55   
Renda familiar (salário mínimo)
< 1  129  17,06  72  19,05  57  15,08   
1 < 2  213  28,17  113  29,89  100  26,46  0,118
2 < 3  118  15,61  57  15,08  61  16,14 
3 < 4  75  9,92  37  9,79  38  10,05   
≥ 4  118  15,61  60  15,87  58  15,34   
Ignorado  103  13,62  39  10,32  64  16,93   
Pais separados
Não  393  51,98  193  51,06  200  52,91  0,610 
Sim  363  48,02  185  48,94  178  47,09   
CCEB
Classe A  63  8,34  27  7,16  36  9,52   
Classes B  491  65,03  242  64,19  249  65,87  0,237 
Classes C  199  26,36  106  28,12  93  24,60   
Classes D‐E  0,26  0,53  0,00   
Atividade física
Sedentário  373  49,47  145  38,56  228  60,32   
Baixo  93  12,33  49  13,03  44  11,64  <0,001 
Moderado  167  22,15  101  26,86  66  17,46   
Alto  121  16,05  81  21,54  40  10,58   
Tabagismo
Não  728  96,55  365  97,07  363  96,03  0,433 
Sim  26  3,45  11  2,93  15  3,97   
Etilismo
Não  437  58,03  216  57,60  221  58,47  0,810 
Sim  316  41,97  159  42,40  157  41,53   

A, analfabeto; FI‐ib, fundamental I incompleto; FI‐c, fundamental I completo; FII‐i, fundamental II incompleto; FII‐c, fundamental II completo; M‐i, médio incompleto; M‐c, médio completo; S‐i, superior incompleto; CCEB, Critério de Classificação Econômica Brasil. p‐valor: significativo quando inferior a 0,05.

No grupo controle, 58,99% dos indivíduos são do sexo masculino; 70,63% com 18 anos; 62,43% declararam‐se pardos; 96,03% solteiros; 64,81% dos adolescentes concluíram o ensino médio ou estavam no ensino superior; 85,45% não trabalhavam; 29,89% tinham renda familiar de um a dois salários mínimos no mês anterior à entrevista; 51,06% tinham pais separados e 64,19% estavam na classe B. Quanto ao estilo de vida, 49,47% eram sedentários, 97,07% não fumavam e 57,60% não ingeriam bebidas alcoólicas. Apenas as variáveis sexo, idade e atividade física apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (p < 0,001) (tabela 1).

Os grupos caso e controle estavam em equilíbrio de Hardy‐Weinberg (p = 0,0515). A distribuição do rs9939609 não foi estatisticamente diferente em relação às frequências genotípicas (p = 0,719) e alélicas (p = 0,812) (tabela 2).

Tabela 2.

Frequências genotípicas e alélicas do polimorfismo rs9939609 do gene FTO na Coorte RPS de São Luís, Maranhão, Brasil, 2019

Gene (SNP)  Genótipo  Não obesos (%GC)Obesos (%GC)p‐valora 
    N: 378  FG (%)  N: 378  FG (%)   
  TT  146  38,62  153  40,48   
  AT  181  47,88  170  44,97  0,719 
FTO (rs9939609)  AA  51  13,49  55  14,55   
  Alelos  N: 378  FA (%)  N: 378  FA (%)   
  473  62,57  480  63,16  0,812 
  A283  37,43  280  36,84   

SNP, polimorfismo de substituição simples; GC, percentual de gordura corporal; FG, frequência genotípica; FTO,Fat Mass and Obesity Associated; FA, frequência alélica; A, alelo de risco para a obesidade.

a

Teste qui‐quadrado.

Em relação às medidas antropométricas da amostra total segundo o genótipo dos adolescentes, não houve diferença estatisticamente significante entre as médias de IMC (p = 0,3337), CC (p = 0,3473), %GC (p = 0,7096) e RCE (p = 0,2584) quando se comparam os diferentes genótipos (tabela 3).

Tabela 3.

Comparação entre as médias das medidas antropométricas e o genótipo na amostral total de adolescentes da Coorte RPS de São Luís, Maranhão, Brasil, 2019 (n = 756)

Medida  FTO rs9939609p‐valora 
  A/AA/TT/T 
  Média  DP  Média  DP  Média  DP   
IMC  23,56  4,26  23,03  4,24  23,47  4,40  0,3337 
CC  84,16  7,98  83,75  9,27  84,92  9,87  0,3473 
%GC  26,15  11,30  25,41  11,86  26,25  11,44  0,7096 
RCE  0,50  0,05  0,50  0,05  0,51  0,06  0,2584 

FTO, fat mass and obesity associated; DP, desvio‐padrão; IMC, índice de massa corporal (kg/m2); CC, circunferência da cintura (cm); %GC, percentual de gordura corporal; RCE, relação cintura‐estatura (cc/a).

a

Teste de Kruskall‐Wallis.

Para fins de comparação, são apresentados resultados de estudos que avaliaram associação entre obesidade e polimorfismo rs9939609 do gene FTO. Foram usados IMC ou DXA como critério de definição de obesidade. Diferentes prevalências de obesidade foram observadas, bem como as frequências alélicas (FA) e genômicas (FG) (tabela 4).

Tabela 4.

Prevalência de obesidade, frequências alélicas e genômicas de diferentes estudos

Tipo de estudo  Obesos (%)  FGa (%)FAb (%)Referências 
    TT  AT  AA   
Caso‐controle  53,3  20,0  23,1  22,6  46,9  49,5  Pereira et al.4 
Transversal  34,5  33,1  28.9  57,4  59,3  40,7  Reuter et al.24 
Transversal  12,0  77,0  22,0  1,0  87,0  13,0  Flores et al.25 
Transversal  35,1  74,4  23,4  2,1  86,2  13,8  Xi et al.26 
a

Frequência genotípica.

b

Frequência alélica.

Neste estudo, a FG do gene TT foi superior à frequência apresentada no estudo de Pereira et al.4 e Reuter et al.,24 porém inferior ao estudo de Flores et al.25 e Xi et al.26 Com relação ao gene AT, a FG foi superior aos demais estudos considerados na tabela 4. Já o gene AA apresentou menor frequência quando comparado com os estudos de Pereira et al.4 e Reuter et al.,24 porém maior do que o estudos de Flores et al.25 e Xi et al.26 Em relação à FA de T, encontramos maior frequência do que Pereira et al.4 e Reuter et al.24 e para o alelo A menor FA.

Discussão

O SNP rs9939609 do gene FTO é amplamente estudado no meio científico, principalmente em relação à sua influência sobre o organismo. Wahlén et al.,27 ao estudar a relação entre metabolismo celular de gordura e esse SNP, chegaram à conclusão de que indivíduos heterozigotos (AT) para esse polimorfismo teriam uma capacidade maior de deterioração de lipídeos devido a uma elevada concentração de um composto orgânico chamado glicerol. Outro dado relevante acerca desse SNP é a possível relação dele com o hábito alimentar. Acredita‐se que os portadores do alelo A, tanto em homozigose quanto em heterozigose, teriam maior preferência por comidas gordurosas e pouco controle para evitar o consumo delas.

Neste estudo, o SNP analisado não foi associado à obesidade. Além disso, é importante ressaltar que os valores de IMC foram próximos em relação aos diferentes genótipos (AA, AT e TT), o que pode enfatizar a ausência da relação desse genótipo com o IMC.

A relação desse polimorfismo com a obesidade tem conclusões bastante diversificadas na literatura e a frequência é bastante variada de acordo com o grupo étnico estudado ou ainda quando os estudos são feitos em populações adultas, adolescentes ou crianças.

No estudo de Pereira et al.4 com o objetivo de avaliar a relação entre polimorfismos dos genes FTO, AKT1 e AKTIP com a obesidade infantil foi estudada em uma amostra composta por crianças brasileiras, 195 obesas e 153 não obesas, mas também não foi encontrada associação entre os polimorfismos e a obesidade/sobrepeso. Segundo os autores, embora diversas variações do gene FTO tenham sido associadas à obesidade em populações com histórico europeu, seus efeitos em outras etnias ainda devem ser estabelecidos e a mistura étnica brasileira pode ser um motivo para a inexistência de associação desde polimorfismo com a obesidade.

Ainda no Brasil, outro estudo apontou ausência de associação entre parâmetros metabólicos e antropométricos e os polimorfismos no gene FTO, em uma amostra composta por crianças e adolescentes. A explicação dos autores para esse resultado relaciona‐se ao fato de a população brasileira ser miscigenada e heterogênea.13

Entretanto, existem outros estudos, como o de Reuter et al.,24 que encontraram uma associação significativa entre o alelo A do SNP rs9939609 do gene FTO e indivíduos obesos e/ou com sobrepeso classificados com o uso do IMC como parâmetro principal. Liu et al.28 constataram que independentemente do local de origem da amostra, nesse caso 289 jovens europeus e negros americanos de 6 a 19 anos, a presença de ao menos um alelo A estava diretamente relacionada com o desenvolvimento da obesidade.

Corrobora nossos achados o estudo de Flores et al.25 feito no México. Além de não terem encontrado uma relação significativa entre o genótipo e a composição corporal em escolares, tanto a frequência alélica de A quanto a genotípica de AA foram inferiores em relação às demais, com 13% e 1%, respectivamente. Contudo, o método usado por esses pesquisadores para a avaliação da composição corporal foi a técnica de absorciometria por dupla emissão de raios‐X (DXA).

Na literatura é muito comum o uso de IMC como forma de avaliar a composição corporal. Neste estudo usou‐se a técnica de PDA para classificação de obesidade, que é considerada padrão‐ouro para tal função. Cabe destacar que essa técnica apresenta mais sensibilidade e robustez, classifica um número maior de indivíduos como obesos quando comparado ao IMC.29

A composição corporal varia muito em adolescentes e depende de idade, sexo, etnia, altura e maturação sexual.30 Conforme apresentado na tabela 4, diferentes prevalências de obesidade em adolescentes são encontradas na literatura. Dessa forma, as divergências apresentadas na literatura em relação à associação do gene FTO e obesidade pode ser explicada pelos diferentes métodos usados para classificação de obesidade em adolescentes.

Os resultados deste estudo indicam ainda que adolescentes apresentaram medidas antropométricas (IMC, CC, RCE, %GC) semelhantes, independentemente do genótipo. Xi et al.26 fizeram um estudo com crianças e adolescentes obesos e não obesos de Pequim (China) com o intuito de investigar a associação entre o polimorfismo do gene FTO (rs9939609) com RCE, CC, %GC, IMC, pressão arterial sistólica e diastólica, glicemia em jejum, entre outras variáveis relacionadas, e encontraram forte associação das medidas antropométricas com o polimorfismo.

Nesse contexto, mostra‐se o quão discrepantes podem ser os achados referentes a essa temática, o que leva a diversas interpretações. Uma delas refere‐se às diferentes prevalências dos alelos em relação a cada população.

As prevalências alélicas do nosso estudo foram muito semelhantes, visto que no grupo de não obesos foram de 37,43% e 62,57% e no grupo de obesos foram de 36,84% e 63,16% para os alelos A e T, respectivamente. Para toda a amostra as frequências foram de 37,23% para o alelo A e de 62,76% do alelo T. Isso indica a ausência de uma possível associação entre as frequências alélicas e o grupo ao qual pertencem, categorizado pelo percentual de gordura corpórea.

Até este estudo, não havia dados acerca da prevalência dos alelos desse SNP na população do nordeste brasileiro, assim como não existem valores definidos que representem o Brasil para que se possa fazer uma comparação entre outros países ou continentes.

A literatura indica, portanto, que a relação desse SNP com a obesidade pode ter resultados bastante variados, até quando se compara com diferentes parâmetros antropométricos para classificação de obesidade ou indicadores de aumento de massa corpórea. Gupta et al.31 relatam que a composição étnica de uma população pode exercer forte influência sobre as frequências alélicas e genotípicas de polimorfismos e levar à necessidade de estudos que usem metodologias semelhantes em diferentes populações, a fim de validar os resultados com robustez e reprodutibilidade.

Nesse sentido, como ponto forte, este é o primeiro estudo feito com adolescentes do Nordeste brasileiro que usa diferentes medidas antropométricas, como o uso da técnica de PDA para classificar os grupos quanto à obesidade e, dessa forma, avaliar a relação do polimorfismo rs9939609 do gene FTO com a obesidade. Como ponto fraco, há o elevado custo para executar o estudo.

Através da análise dos dados observou‐se que não houve associação do polimorfismo rs9939609 do gene FTO com o desenvolvimento de obesidade, assim como não houve diferença entre as médias do IMC, CC, %GC e RCE com os diferentes genótipos.

Dessa forma, sugere‐se que novos estudos de mesmo protocolo devam ser feitos. Tem‐se em vista que existem controvérsias na literatura em relação à frequência desse SNP em relação ao grupo étnico estudado, assim como a discrepância dos achados em relação à faixa etária das populações analisadas.

Financiamento

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema).

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Agradecimentos

Ao CNPq, à FAPEMA, ao Hospital Universitário da UFMA, ao Laboratório de Genética e Biologia Molecular da UFMA, à coordenação do Consórcio Coorte RPS em São Luís e aos adolescentes que aceitaram participar do estudo.

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Como citar este artigo: Rodrigues LS, Santos AM, Lima MI, Simões VM, Pereira SR. Association between the FTO gene polymorphism and obesity in Brazilian adolescents from the Northeast region. J Pediatr (Rio J). 2020;96:608–15.

Estudo vinculado à Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA, Brasil.

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