Jornal de Pediatria Jornal de Pediatria
J Pediatr (Rio J)2017;93:351-5 DOI: 10.1016/j.jpedp.2017.02.004
Artigo Original
Undersedation is a risk factor for the development of subglottic stenosis in intubated children
Subsedação é um fato de risco para o desenvolvimento de estenose subglótica em crianças intubadas
Cláudia Schweigera,b,, , Denise Manicaa,b, Denise Rotta Rutkay Pereirab, Paulo Roberto Antonacci Carvalhob,c, Jefferson Pedro Pivab,c, Gabriel Kuhla,d, Leo Sekinee, Paulo José Cauduro Marosticab,f
a Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Unidade de Otorrinolaringologia, Porto Alegre, RS, Brasil
b Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Programa de Pós‐Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, Porto Alegre, RS, Brasil
c Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, Porto Alegre, RS, Brasil
d Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Departamento de Otorrinolaringologia e Oftalmologia, Porto Alegre, RS, Brasil
e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Programa de Pós‐Graduação em Epidemiologia, Porto Alegre, RS, Brasil
f Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Unidade de Pneumologia Pediátrica, Porto Alegre, RS, Brasil
Recebido 04 Julho 2016, Aceitaram 24 Outubro 2016
Resumo
Objetivo

Analisar o nível de sedação em crianças intubadas como um fator de risco para o desenvolvimento de estenose subglótica (ES).

Métodos

Todos os pacientes entre 30 dias e cinco anos que necessitaram de intubação endotraqueal na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica entre 2013 e 2014 foram incluídos neste estudo prospectivo. Eles foram monitorados diariamente e foram obtidos os escores da escala Comfort‐B. Foi feita laringoscopia com tubo flexível de fibra óptica em oito horas da extubação e repetida 7‐10 dias depois, caso o primeiro exame tivesse mostrado lesões laríngeas moderadas a graves. Caso essas lesões tivessem persistido e/ou caso a criança tivesse desenvolvido sintomas no período de acompanhamento, foi feita microlaringoscopia sob anestesia geral para avaliar a ES.

Resultados

Incluímos 36 crianças. A incidência da ES foi de 11,1%. As crianças com ES apresentaram um maior percentual de escores da escala Comfort‐B entre 23 e 30 (subsedados) que os que não desenvolveram ES (15,8% em comparação com 3,65%, p=0,004).

Conclusão

As crianças que desenvolveram ES foram menos sedadas do que as que não desenvolveram.

Abstract
Objective

To analyze the level of sedation in intubated children as a risk factor for the development of subglottic stenosis (SGS).

Methods

All patients between 30 days and 5 years of age who required endotracheal intubation in the pediatric intensive care unit between 2013 and 2014 were included in this prospective study. They were monitored daily and COMFORT‐B scores were obtained. Flexible fiber‐optic laryngoscopy was performed within eight hours of extubation, and repeated seven to ten days later if the first examination showed moderate to severe laryngeal injuries. If these lesions persisted and/or if the child developed symptoms in the follow‐up period, microlaryngoscopy under general anesthesia was performed to evaluate for SGS.

Results

The study included 36 children. Incidence of SGS was 11.1%. Children with SGS had a higher percentage of COMFORT‐B scores between 23 and 30 (undersedated) than those who did not develop SGS (15.8% vs. 3.65%, p=0.004).

Conclusion

Children who developed SGS were less sedated than children who did not develop SGS.

Keywords
Larynx, Airway stenosis/reconstruction, Children
Palavras‐chave
Laringe, Estenose/Reconstrução das vias aéreas, Crianças
J Pediatr (Rio J)2017;93:351-5 DOI: 10.1016/j.jpedp.2017.02.004