Jornal de Pediatria Jornal de Pediatria
J Pediatr (Rio J)2017;93:413-9 DOI: 10.1016/j.jpedp.2017.02.008
Artigo Original
Magnetic resonance enterography in pediatric celiac disease
A enterografia por ressonância magnética na doença celíaca pediátrica
Gonca Koca,, , Selim Doganaya, Eylem Sevincb, Kemal Denizc, Govind Chavhand, Sureyya B. Gorkema, Neslihan Karacabeye, Mehmet S. Dogana, Abdulhakim Coskuna, Duran Aslane
a Erciyes University Faculty of Medicine, Department of Pediatric Radiology, Kayseri, Turquia
b Kayseri Research and Training Hospital, Emel‐Mehmet Tarman Children's Hospital, Department of Pediatric Gastroenterology, Kayseri, Turquia
c Erciyes University Faculty of Medicine, Department of Pathology, Kayseri, Turquia
d University of Toronto, The Hospital for Sick Children and Medical Imaging, Department of Diagnostic Imaging, Toronto, Canadá
e Erciyes University Faculty of Medicine, Department of Pediatric Gastroenterology, Kayseri, Turquia
Recebido 15 Junho 2016, Aceitaram 03 Novembro 2016
Resumo
Objetivo

Avaliar se a enterografia por ressonância magnética (ERM) consegue comprovar/mostrar a extensão da doença em pacientes pediátricos com doença celíaca (DC) comprovada por biópsia, comparar com um grupo de controle e correlacionar os achados da ERM com o nível de anticorpo antiendomísio (EMA) indicador de dieta sem glúten.

Métodos

Foram recrutados 31 pacientes pediátricos (idade média entre 11,7±3,1 anos) com DC comprovada por biópsia e 40 pacientes pediátricos em um grupo de controle. As imagens da ERM dos pacientes com DC e no grupo de controle foram avaliadas por dois radiologistas pediátricos às cegas para o padrão da mucosa, presença de espessamento da parede, dilatação luminal do intestino delgado e achados extraintestinais. Os prontuários dos pacientes foram revisados para anotação de características clínicas e achados laboratoriais. A avaliação histopatológica das biópsias duodenais foi feita novamente.

Resultados

A duração média da doença foi 5,6±1,8 anos (faixa de 3‐7,2 anos). Em 24 (77%) dos pacientes, os níveis EMA estavam elevados (média 119,2±66,6 RU/mL). A ERM revelou um padrão de pregas normal em todos os pacientes; 10 (32%) dos pacientes apresentaram gânglios linfáticos mesentéricos aumentados.

Conclusão

Apesar de a maioria dos pacientes ter níveis elevados de EMA, o que indica uma dieta pobre, a ERM não mostrou anomalia na mucosa associada à incapacidade de a ERM detectar alterações leves/precoces de DC nas crianças. Portanto, ela pode não ser útil no acompanhamento da DC pediátrica.

Abstract
Objective

To assess if magnetic resonance enterography (MRE) is capable of showing evidence/extent of disease in pediatric patients with biopsy‐proven celiac disease (CD) by comparing with a control group, and to correlate the MRE findings with anti‐endomysial antibody (EMA) level, which is an indicator of gluten‐free dietary compliance.

Methods

Thirty‐one pediatric patients (mean age 11.7±3.1 years) with biopsy‐proven CD and 40 pediatric patients as a control group were recruited in the study. The MRE images of both patients with CD and those of the control group were evaluated by two pediatric radiologists in a blinded manner for the mucosal pattern, presence of wall thickening, luminal distention of the small bowel, and extra‐intestinal findings. Patient charts were reviewed to note clinical features and laboratory findings. The histopathologic review of the duodenal biopsies was re‐conducted.

Results

The mean duration of the disease was 5.6±1.8 years (range: 3‐7.2 years). In 24 (77%) of the patients, EMA levels were elevated (mean 119.2±66.6 RU/mL). MRE revealed normal fold pattern in all the patients. Ten (32%) patients had enlarged mesenteric lymph nodes.

Conclusion

Although a majority of the patients had elevated EMA levels indicating poor dietary compliance, MRE did not show any mucosal abnormality associated with the inability of MRE to detect mild/early changes of CD in children. Therefore, it may not be useful for the follow‐up of pediatric CD.

Keywords
Celiac disease, Magnetic resonance enterography, Pediatrics
Palavras‐chave
Doença celíaca, Enterografia por ressonância magnética, Pediatria
J Pediatr (Rio J)2017;93:413-9 DOI: 10.1016/j.jpedp.2017.02.008