Jornal de Pediatria Jornal de Pediatria
J Pediatr (Rio J)2017;93:460-6 DOI: 10.1016/j.jpedp.2017.02.012
Artigo Original
Early amplitude‐integrated electroencephalography for monitoring neonates at high risk for brain injury
Eletroencefalograma de amplitude integrada precoce no monitoramento de neonatos com risco elevado de lesão cerebral
Gabriel Fernando Todeschi Varianea,, , Maurício Magalhãesa, Renato Gasperinea, Heitor Castelo Branco Rodrigues Alvesb, Thiago Luiz Pereira Donoso Scoppettab, Rodrigo de Jesus Gonçalves Figueredoa, Francisco Paulo Martins Rodriguesa, Alexandre Nettoa, Marcelo Jenne Mimicaa,c, Clery Bernardi Gallaccia
a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Departamento de Pediatria, São Paulo, SP, Brasil
b Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Departamento de Radiologia, São Paulo, SP, Brasil
c Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Departamento de Patologia, São Paulo, SP, Brasil
Recebido 16 Junho 2016, Aceitaram 18 Novembro 2016
Resumo
Objetivo

Este estudo visou correlacionar os achados do eletroencefalograma de amplitude integrada (aEEG) com resultados precoces, medidos por mortalidade e achados de neuroimagem, em uma coorte prospectiva de neonatos com risco elevado de lesão cerebral em nosso centro no Brasil.

Métodos

O estudo prospectivo de coorte cego avaliou 23 neonatos prematuros abaixo de 31 semanas de idade gestacional (IG) e 17 neonatos diagnosticados com encefalopatia hipóxico‐isquêmica (EHI) secundária à asfixia perinatal, com IG superior a 36 semanas, monitorados com aEEG em um centro terciário público de fevereiro de 2014 a janeiro de 2015. Foram avaliadas a atividade de fundo (classificada como padrão contínuo, descontínuo de alta voltagem, descontínuo de baixa voltagem, supressão de explosão, contínuo de baixa voltagem ou traço plano), a presença de ciclo do sono‐vigília e a presença de convulsões. Foram feitas a ultrassonografia craniana em prematuros e a ressonância magnética (RMI) craniana em neonatos com EHI.

Resultados

No grupo de prematuros, o traço patológico ou padrão descontínuo de baixa voltagem (p=0,03) e a ausência de ciclo do sono‐vigília (p=0,019) foram associados a mortalidade e lesão cerebral avaliada por ultrassonografia craniana. Em pacientes com EHI, os padrões de convulsão nos traços do aEEG foram associados a mortalidade ou lesão cerebral na RMI craniana (p=0,005).

Conclusão

Este estudo corrobora os resultados anteriores e demonstra a utilidade do aEEG no monitoramento da função cerebral e na predição de alterações precoces nos grupos de neonatos estudados com risco elevado de lesão cerebral.

Abstract
Objective

This study aimed to correlate amplitude‐integrated electroencephalography findings with early outcomes, measured by mortality and neuroimaging findings, in a prospective cohort of infants at high risk for brain injury in this center in Brazil.

Methods

This blinded prospective cohort study evaluated 23 preterm infants below 31 weeks of gestational age and 17 infants diagnosed with hypoxic‐ischemic encephalopathy secondary to perinatal asphyxia, with gestational age greater than 36 weeks, monitored with amplitude‐integrated electroencephalography in a public tertiary center from February 2014 to January 2015. Background activity (classified as continuous, discontinuous high‐voltage, discontinuous low‐voltage, burst‐suppression, continuous low‐voltage, or flat trace), presence of sleep‐wake cycling, and presence of seizures were evaluated. Cranial ultrasonography in preterm infants and cranial magnetic resonance imaging in infants with hypoxic‐ischemic encephalopathy were performed.

Results

In the preterm group, pathological trace or discontinuous low‐voltage pattern (p=0.03) and absence of sleep‐wake cycling (p=0.019) were associated with mortality and brain injury assessed by cranial ultrasonography. In patients with hypoxic‐ischemic encephalopathy, seizure patterns on amplitude‐integrated electroencephalography traces were associated with mortality or brain lesion in cranial magnetic resonance imaging (p=0.005).

Conclusion

This study supports previous results and demonstrates the utility of amplitude‐integrated electroencephalography for monitoring brain function and predicting early outcome in the studied groups of infants at high risk for brain injury.

Keywords
Newborn, Brain injury, Amplitude‐integrated EEG, Early outcome
Palavras‐chave
Recém‐nascido, Lesão cerebral, EEG de amplitude integrada, Resultado precoce
J Pediatr (Rio J)2017;93:460-6 DOI: 10.1016/j.jpedp.2017.02.012