Jornal de Pediatria Jornal de Pediatria
J Pediatr (Rio J)2017;93:532-7 DOI: 10.1016/j.jpedp.2017.04.009
Artigo Original
Antibody persistence following meningococcal C conjugate vaccination in children and adolescents infected with human immunodeficiency virus
Persistência de anticorpos seguida de vacina conjugada meningocócica C em crianças e adolescentes infectados por vírus da imunodeficiência humana
Ana Cristina Cisne Frotaa, Lee H. Harrisonb, Bianca Ferreiraa, Daniela Menna‐Barretoa, Raquel Bernardo Nana de Castroc, Giselle Pereira da Silvac, Ricardo Hugo de Oliveirad, Thalita F. Abreud, Lucimar G. Milagresc, Cristina B. Hofera,,
a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Departamento de Medicina Preventiva, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
b University of Pittsburgh, Infectious Diseases Epidemiology Research Unit, Pittsburgh, Estados Unidos
c Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, Disciplina de Microbiologia, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
d Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Recebido 25 Setembro 2016, Aceitaram 25 Novembro 2016
Resumo
Objetivo

As pessoas infectadas pelo HIV (HIVI) estão sujeitas a infecção meningocócica e apresentam menor resposta a vacinas. São escassos os dados a respeito da persistência de longo prazo do anticorpo bactericida no soro humano (hSBA) após vacina conjugada meningocócica C (MCC) em HIVI jovens e visamos a descrever essa persistência em HIVI.

Métodos

Foram recrutadas pessoas HIVI e pessoas não infectadas por HIV (HIVU), entre 2 e 18 anos, CD4>15%. A seroproteção (hSBA ≥ 1:4) basal aos 12–18 meses após a imunização foi avaliada e a associação dos diferentes fatores com a persistência de longo prazo foi calculada com a regressão logística.

Resultados

Foram recrutados 145 HIVI e 50 HIVU e imunizados e sua idade média foi determinada em 11 anos (12 no grupo HIVI e 10 no grupo HIVU, valor de p=0,02); 85 HIVI (44%) apresentaram carga viral indetectável (CVI). A taxa de seroproteção foi 27,2%: 24,1% no grupo HIVI e 36% no grupo HIVU 12‐18 meses após imunização (p=0,14). A imunidade basal [razão de chance (RC)=7070, IC: 65,2–7666]; CVI no momento da participação (RC: 2,87, IC de 95%: 0,96‐8,62) e renda familiar mais baixa (RC: 0,09, IC de 95%: 0,01‐0,69) foram associadas a seroproteção entre as pessoas HIVI.

Conclusão

A seroproteção aos 12‐18 meses após única dose de MCC mostrou‐se baixa em ambos os grupos e mais elevada entre as pessoas que apresentaram imunidade basal. Entre as pessoas HIVI, as vacinas devem ser administradas após a CVI ser atingida.

Abstract
Objective

HIV‐infected individuals (HIVI) are threatened by meningococcal infection and presented lower response to vaccines. Data are scarce on long‐term persistence of human serum bactericidal antibody (hSBA) after a meningococcal C conjugate (MCC) vaccine in HIVI youth; the authors aimed to describe this persistence in HIVI.

Methods

HIVI and HIV uninfected individuals (HIVU), aged 2–18 years, CD4 >15% were recruited. Seroprotection (hSBA ≥1:4) at baseline and at 12–18 months after immunization was evaluated and the association of the different factors with the long‐term persistence was calculated using logistic regression.

Results

A total of 145 HIVI, 50 HIVU were recruited and immunized, and their median age was 11 years (median age in HIVI group was 12 years, and 10 years in HIVU group, p‐value=0.02). 85 HIVI (44%) had undetectable viral load (UVL). Seroprotection rate was 27.2%: 24.1% in HIVI and 36% in HIVU 12–18 months after immunization (p=0.14). Baseline immunity (odds ratio [OR]=70.70, 95% CI: 65.2–766.6); UVL at entry (OR: 2.87, 95% CI: 0.96–8.62) and lower family income (OR: 0.09, 95% CI: 0.01–0.69) were associated with seroprotection among HIVI.

Conclusion

Seroprotection at 12–18 months after single dose of MCC was low for both groups, and higher among individuals who presented baseline immunity. Among HIVI, vaccine should be administered after UVL is achieved.

Keywords
Meningococcal vaccine, Immunology, Conjugate vaccines, HIV, Children, Brazil
Palavras‐chave
Vacina meningocócica, Imunologia, Vacinas conjugadas, HIV, Crianças, Brasil
J Pediatr (Rio J)2017;93:532-7 DOI: 10.1016/j.jpedp.2017.04.009